Jardins Mágicos

Considero os Jardins Mágicos como sinais precursores de um novo mundo e formas intermediárias entre o passado e o futuro dos homens.

Em termos puramente artísticos os jardins podem ser enquadrados sob vários ângulos. Assim, o carácter forte, concentrado e antigo de alguns dos seus objectos sugere um neo-simbolismo, enquanto o facto de vários deles serem, pelo contrário, "objets trouvé" ou peças tiradas do seu contexto, desviadas da sua função e "recicladas", aponta para um tipo de surrealismo.

Estas são sem dúvida duas das minhas maiores influências culturais.

Este video é uma síntese do trabalho do artista. Mostra os primeiros Jardins Mágicos, a sua apresentação na Sociedade de Belas Artes, em Lisboa, em 1996; mostra a sua feitura no atelier do artista, a relação dos Jardins Mágicos com a dansa Butoh que o artista também exerce, com a sua pintura e inclui também conversas com os críticos de arte Alexandre Pomar e João Pinharanda.